Qual a melhor maneira de ajudar um Sem abrigo?

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5 de fevereiro de 2010

Federação de Bancos Alimentares contra a fome

Neste momento estamos a explorar a informação obtida para ser publicado.
Tem consciência da quantidade de alimentos que chega à Federação de Bancos Alimentares?

Aquela experiência

Será que irão ser receptivos? Será que obteremos a informação que queremos? Será que nos irão ajudar? Será que ...? Imensas preocupações surgem-nos, quer a mim quer às minhas colegas de grupo.
Era já no dia seguinte que tínhamos o encontro com o director do Banco Alimentar e com uma organizadora/participante da EMIS. Sentia-me nervosa, porque, pela primeira vez, ía contactar com pessoas importantes.
Decidi, portanto, escrever perguntas-chave para que a conversa fluísse e pudessemos obter imensa informação. Levámos também um gravador, utilizado como um instrumento de auxílio.
No momento do verdadeiro frente-a-frente, penso que todas nós sentimos um nervosismo incomodativo, que por nossa força maior, foi desaparecendo.
Apresentações feitas o diálogo começa e é gravado. E mais uma pergunta, e mais uma informação, e mais uma risota, e mais uma pergunta, e mais um sorriso, e mais uma surpresa...
Quando estávamos a regressar a casa, exprimimos tudo o que sentimos. E, na verdade, todas queríamos voltar a repetir a experiência e ficámos, imediatamente ansiosas, para apanhar o comboio para uma outra visita realizar.

Ana Patrícia

29 de janeiro de 2010

Um dia diferente...

Décimo segundo dia do primeiro mês do ano. Frio. Quatro personagens que outrora vieram sentadas nuns bancos de tom laranja incandescentes de um comboio, chegaram à estação de destino - Coimbra B.
Após umas dóceis gargalhadas que tentavam fazer com que o tempo passasse mais depressa, o meio de transporte foi deixado ali, estático e adormecido.
Uma brisazinha, ligeiramente atrevida, insistia em penetrar por entre as mangas do casaco, enquanto a ânsia de chegar à instituição se apoderava de mim. As pernas tremiam, os dentes teimavam em bater. O frio continuava. Ainda tínhamos uma longa caminhada até chegarmos à instituição do dia - Federação Portuguesa de Bancos Alimentares.
Meio azulada e afastada da baixa coimbrense, localizava-se a associação que tanto procuravamos.
Os nervos decidiram recordar-se de mim e aparecerem sem sequer terem sido convidados.
Entrámos. Excelentemente recebidos pelo presidente da Federação, o medo do erro persistia. Iniciada a conversa, após uma apresentação bastante simpática e acolhedora, os pontos de interrogação começam a surgir. Contudo, o grande medo do erro permanecia nos poros que tentavam respirar. Não afastando o orgão que chefia a audição da conversa, procurei o sentido de existirem tantas pessoas com fome, com frio e sem apoio. Os porquês iam aumentando.
Por momentos, uma raiva absoluta consumiu-me.
A visita às instalações continuava e a simpatia permanecia na fala de cada um. Apontados os pontos fulcrais numa folha velha, isto é, num rascunho cuja profissão é salvar o mundo, noto que está tudo prestes a acabar. Mas não para sempre, pois o grupo promete voltar com a mesma ou mais dedicação.
Repetindo, com uma despedida mas não para sempre, os pés retiraram-se com delicadeza, exigindo aos lábios o esboço de um sorriso solidário.

Patrícia Oliveira

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